O peixe-leão é um peixe asiático que possui tamanho médio de uma régua escolar. Desde o início dos anos 90 ele vem colonizando de maneira silenciosa a costa dos Estados Unidos, e no Brasil teve seu primeiro avistamento em 2014. Ao contrário do mexilhão dourado e do coral sol, que foram introduzidos por água de lastro, a provável introdução dessa espécie no oceano Atlântico ocorreu durante o furacão Andrew, em 1992.
Por muitos anos, o peixe-leão passou despercebido pela ciência, povoando uma nova área, bem longe do seu local de ocorrência. E ele faz isso com destreza: durante a reprodução são produzidos entre quinze a trinta mil ovos, que flutuam e são carregados pelas correntes e pelo vento, uma maneira eficiente de colonizar novos habitats. E provavelmente foi por causa das correntes marinhas que o peixe-leão chegou ao Brasil.
Até meados dos anos 2000 não havia uma grande preocupação com a invasão na costa da Flórida, até ele virar objeto de pesquisas científicas, que constataram as características que fazem deste invasor potencialmente destrutivo: possui dezoito espinhos venenosos, que ele usa para predar e se proteger. Consegue alcançar até trezentos metros de profundidade; se alimenta de espécies que a ciência ainda não conhece e as de importância comercial; compete com predadores nativos e é capaz de comer vinte peixes em meia hora.
No Brasil, o peixe-leão já é acompanhado no arquipélago de Fernando de Noronha, na costa pernambucana, onde uma equipe de pesquisadores e pescadores monitoram e realizam um manejo, com parcerias com operadoras de mergulho.
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