A queda de 10,38% no custo das passagens aéreas foi um dos principais fatores para a desaceleração da inflação no varejo em março, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgados ontem (4). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI), que havia registrado alta de 1,18% em fevereiro, subiu apenas 0,44% no mês seguinte. Outros itens que ajudaram a conter a inflação foram maçã (-3,31%), xampu e creme (-1,25%), arroz (-1,21%) e tarifa de eletricidade residencial (-0,16%).
A desaceleração foi observada em quatro das oito classes de despesa analisadas, incluindo Habitação (de 3,80% para 0,52%), Transportes (de 1,41% para 0,41%), Despesas Diversas (de 1,07% para 0,32%) e Vestuário (de 0,14% para -0,01%). No entanto, a inflação avançou nos grupos de Alimentação (de 1,02% para 1,19%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,38% para 0,56%) e Comunicação (de 0,28% para 0,32%).
O núcleo do IPC-DI, que exclui os itens mais voláteis, teve alta de 0,46% em março, ligeiramente abaixo do 0,48% registrado em fevereiro. Já o índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumentos de preços, caiu de 64,52% para 62,58%, indicando que a alta dos preços se espalhou por menos produtos. Segundo André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), os recuos nos preços das passagens aéreas, arroz e energia elétrica foram essenciais para aliviar a inflação no mês.
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