Walter Braga Netto e Marcelo Câmara, dois dos militares mais próximos de Jair Bolsonaro, tiveram seus salários suspensos pelo Partido Liberal, mesma legenda do ex-presidente.
O ex-ministro da Defesa e da Casa Civil ganhava cerca de R$ 40 mil para cuidar de uma parte logística, na organização de palanques eleitorais. Já o ex-assessor pessoal de Bolsonaro recebia metade desse valor do partido, aproximadamente R$ 20 mil.
No Partido Liberal, o general Braga Netto não tem atuação política relevante. Seu envolvimento com o plano de golpe foi decisivo para a suspensão do salário, assim como no caso de Câmara, preso na operação Tempus Veritatis.
Em nota a sigla partidária confirma o corte salarial: "Com relação à suspensão dos contratos de trabalho dos senhores Marcelo Costa Câmara e Walter Souza Braga Netto, o Partido Liberal informa que, conforme reiterada jurisprudência, havendo impedimento temporário na prestação de serviços em decorrência de prisão preventiva ou cautelar diversa que gere, igualmente, impedimento na execução das atividades laborais, o respectivo contrato deve ser suspenso enquanto perdurar tal situação”.
Fonte: Ascom do PL
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