Os parques brasileiros possuem um grande potencial para gerar riquezas ao país, de forma sustentável, inclusive funcionando como importantes vetores para a recuperação das atividades turísticas do país, tão afetadas pela pandemia, é o que aponta um estudo do Instituto Semeia, produzido pela consultoria internacional BCG.
Embora o potencial turístico dos recursos naturais brasileiros seja internacionalmente reconhecido, os impactos para a economia do país ainda são pequenos. Enquanto o Brasil ocupa a 2ª posição no mundo no que diz respeito a seu patrimônio natural, a participação do ecoturismo em parques no PIB nacional é de cerca de 0,14%. Mesmo o turismo como um todo representa apenas 7,7% de todas as riquezas produzidas no país.
A diversidade de sua vida selvagem, a atratividade dos ativos ambientais e a quantidade de Patrimônios Naturais da Humanidade, como o Pantanal e os parques nacionais da Chapada dos Veadeiros e Iguaçu, por exemplo, são fatores que fazem o Brasil ter uma posição de destaque no cenário mundial em termos potencial.
Parques naturais são unidades de conservação de proteção integral onde também ocorre visitação pública. É estimado que os parques nacionais e estaduais brasileiros receberam cerca de 13 milhões de visitantes em 2019. Mas esse número poderia ser muito maior. Com base em países onde o ecoturismo em parques trouxe bons resultados, estima-se que os parques brasileiros poderiam receber 56 milhões de visitantes, entre turistas nacionais e estrangeiros.
“Temos um patrimônio natural único no mundo e que pode ser melhor utilizado dentro de uma estratégia de desenvolvimento sustentável para o país”, afirma Fernando Pieroni, diretor-presidente do Instituto Semeia, organização sem fins lucrativos que atua para transformar os parques do Brasil em motivo de orgulho para brasileiras e brasileiros. “Nessa estratégia, nossos parques podem ser os grandes vetores do desenvolvimento, muitas vezes em regiões afastadas dos grandes centros urbanos”, complementa Pieroni.