O Parlamento da Coreia do Sul aprovou o impeachment do presidente interino Han Duck-soo, aprofundando a crise política no país. Han assumiu o cargo após o afastamento de Yoon Suk Yeol, que foi destituído em 14 de dezembro por declarar lei marcial. A votação contou com 192 dos 300 votos e foi marcada por tumultos, com membros do partido governista acusando o Parlamento de "tirania". Han declarou respeitar a decisão e afirmou que aguardará a análise da Corte Constitucional.
Com a destituição de Han, o ministro das Finanças, Choi Sang-mok, assumiu o papel de presidente interino, conforme determina a lei sul-coreana. Choi deve agora consultar os ministros das Relações Exteriores e da Defesa para definir os próximos passos. A oposição, liderada pelo Partido Democrático, justificou a medida alegando que Han teria agido em prol da insurreição ao se recusar a nomear novos juízes para a Corte Constitucional.
A crise política sul-coreana reflete o descontentamento público, com pesquisas indicando apoio massivo ao afastamento de Yoon. Analistas, no entanto, alertam para os impactos da instabilidade política nos mercados financeiros, reforçando as incertezas sobre o futuro democrático do país.
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