O general Min Aung Hlaing, líder da junta militar que governa Mianmar desde o golpe de Estado em fevereiro de 2021, fará sua primeira visita oficial à China nesta semana. Segundo o site Hong Kong Free Press, Hlaing será recebido pelo governo chinês para discussões sobre relações bilaterais e a cooperação econômica entre os países. A reunião também ocorrerá durante uma cúpula da sub-região do Grande Mekong, que inclui Tailândia, Laos, Vietnã e Camboja.
A relação entre China e a junta militar birmanesa atravessa um momento delicado, com tensões causadas pelo impacto dos conflitos entre o regime de Hlaing e grupos rebeldes armados. Recentes incidentes, como a explosão no consulado chinês em Mandalay, levantaram preocupações em Beijing sobre a segurança de seus cidadãos em Mianmar, levando a China a pressionar o governo birmanês por medidas mais rígidas de segurança.
Apesar de continuar fornecendo armas ao regime birmanês, a China tem mostrado sinais de distanciamento, sugerindo que a junta militar de Mianmar avance com eleições. Em resposta, as autoridades birmanesas destacam a importância da visita para o fortalecimento da "amizade" e da cooperação multissetorial entre as duas nações, enquanto o governo chinês reitera seu compromisso com a estabilidade e o crescimento regional.
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