O secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, afirmou que o aumento nos preços do petróleo, causado pelo conflito entre EUA e Irã, pode trazer impactos positivos para as variáveis macroeconômicas do Brasil. Embora tenha ressaltado que o governo não deseja lucrar com a guerra, Mello destacou que o crescimento fiscal e a taxa de câmbio podem ser favorecidos pelo novo cenário global.
Como o Brasil é exportador líquido de petróleo desde 2019 e possui reservas internacionais robustas, o país conta com “amortecedores” naturais contra crises externas. No entanto, o secretário ponderou que o governo está atento à inflação doméstica e já estuda medidas para mitigar o repasse da alta dos preços internacionais aos combustíveis, protegendo o bolso do consumidor brasileiro.
Analistas de mercado alertam que, apesar do otimismo fiscal, a aversão ao risco pode gerar volatilidade no Ibovespa e no dólar. Enquanto setores como varejo e construção civil podem sofrer com a pressão inflacionária, as exportadoras de commodities agrícolas e a própria Petrobras podem sustentar a balança comercial, garantindo que a economia siga resiliente diante da instabilidade no Oriente Médio.
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