Após a tomada de poder pelo movimento fundamentalista Taleban no Afeganistão, uma nova realidade que tem sido particularmente cruel para as mulheres, há um aumento dramático nos casamentos precoces de meninas afegãs.
A tendência, explicam ativistas de direitos humanos, é uma medida tomada pelos pais para livrar as filhas de serem submetidas a uma união forçada com combatentes talibãs.
O Taleban inclusive já argumentou no passado que “arranjar casamento” para viúvas é para o bem da sociedade e das crianças que vivem com mães solteiras.
Mas a preocupação dos pais vai além da vida conjugal. Casar as filhas também ajuda a aliviar outro flagelo enfrentado pelas famílias no país: a fome. O matrimônio significa menos bocas em uma mesa em meio a uma atmosfera de transição de poder que jogou o povo afegão na pobreza e o levou a uma batalha contra a insegurança alimentar.