Tuesday, 09 de June de 2026
25/08/2021   17:30h - Mundo

Pandemia aumentou os riscos de crianças em conflito, afirma relatório da ONU

 A proteção de crianças na guerra deve ser prioridade na agenda internacional, incluindo na resposta à COVID-19, disse representante especial do secretário-geral para Crianças e Conflitos Armados, Virginia Gamba, na segunda-feira (23).

 

A alta funcionária da ONU fez o apelo ao apresentar seu relatório anual à Assembleia Geral da ONU. O documento cobre o período de agosto de 2020 a julho de 2021.

 

O relatório descreve grandes escalas de violações graves contra crianças, com as mais prevalentes sendo recrutamento e uso em hostilidades, matanças, mutilação e negação de acesso humanitário. No ano passado, a ONU verificou cerca de 26.425 violações graves contra mais de 19.370 crianças.

 

A maioria eram meninos, responsáveis por 14.097 das vítimas ou sobreviventes, enquanto 4.993 eram meninas. Em 289 casos, o sexo era desconhecido. No geral, 8.521 crianças foram recrutadas ou usadas pelas partes em conflito, principalmente na República Democrática do Congo, Somália, Síria e Mianmar.

 

Enquanto isso, cerca de 8.400 jovens foram mortos ou mutilados, com o Afeganistão, a Síria, o Iêmen e a Somália continuando a ser os conflitos mais mortais para as crianças. 

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