A taxa de analfabetismo no Brasil caiu para 4,9% em 2025, o menor nível desde 2016. Segundo o IBGE, o problema hoje se concentra nos idosos (60 anos ou mais), que representam 58% dos 8,4 milhões de analfabetos do país. Nesse grupo, a desigualdade é racial: a taxa entre pretos ou pardos é de 20,6%, quase o triplo dos brancos (7,3%).
?As mulheres conquistaram um avanço histórico: pela primeira vez, o analfabetismo entre idosas (13,7%) foi menor que o dos homens (14,1%). Elas também lideram a conclusão da educação básica (59,4% contra 55,2% dos homens). No entanto, a desigualdade racial persiste, com uma diferença de 13,6 pontos percentuais a favor dos brancos na conclusão dos estudos.
?Na juventude, a taxa de jovens que não trabalham e nem estudam caiu para 17,5%. Por outro lado, 7,7 milhões de jovens de 14 a 29 anos não terminaram o ensino médio, a maioria homens e negros. O principal motivo para o abandono das salas de aula foi a necessidade de trabalhar (43%), seguido pelo desinteresse (25,6%).
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