quinta, 23 de abril de 2026
07/07/2025   14:20h - Mundo

Pacote anti-imigração em Portugal é adiado após polêmica e pressão da ultradireita

O Parlamento de Portugal adiou a votação de um pacote legislativo que pode endurecer as regras de nacionalidade e imigração, afetando diretamente milhares de brasileiros que vivem no país. O recuo aconteceu após pedido do governo do primeiro-ministro Luís Montenegro, que busca mais tempo para debater as medidas em comissões especializadas, diante da falta de apoio suficiente no Legislativo.


A sessão foi marcada por tensão após parlamentares do partido de ultradireita Chega lerem em voz alta, no plenário, nomes de crianças de origem estrangeira em uma pré-escola de Lisboa, insinuando, sem provas, que cidadãos portugueses estariam sendo preteridos. A atitude gerou protestos veementes da oposição, que classificou a ação como discurso de ódio e anunciou que levará o caso à Justiça.


Entre as medidas mais controversas do pacote estão o aumento do tempo de residência para pedir cidadania, novas restrições à reunificação familiar e o fim da regularização de turistas sem visto, como muitos brasileiros. Também está prevista a criação de uma força policial para deportações. O debate reflete o avanço do discurso anti-imigração em Portugal, impulsionado pelo partido Chega e por imagens de longas filas na Agência para Migrações, que têm gerado a percepção de uma "imigração descontrolada". 

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