Durante mais de uma década, a Apple teve um histórico consistentemente positivo: o iPhone fez dela a empresa mais valiosa do mundo; a App Store.
Mas esse cenário está mudando: na última quinta-feira, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou uma ação antitruste contra a Apple por conceder vantagens aos seus produtos, mas não aos seus concorrentes. O processo é o mais recente de uma série de outros movidos contra a empresa por reguladores de três continentes.
A ação movida pelo Departamento de Justiça na semana passada mirou diretamente no negócio mais importante da empresa: o iPhone. Em um processo de 88 páginas, o governo argumenta que a Apple violou as leis antitruste ao impedir que outras companhias oferecessem aplicativos concorrentes de seus produtos, como a carteira digital.
O processo, cuja investigação sobre a Apple já dura anos, se concentrou na maneira como a empresa controlou a experiência do usuário no iPhone e em outros dispositivos para criar o que os críticos chamam de campo desigual. A empresa concedeu aos próprios produtos e serviços acesso a recursos básicos, como o chip NFC e o sistema de notificações, que foram negados a concorrentes como o PayPal e os smartwatches da Garmin.
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