O orçamento federal destinado à fiscalização ambiental e ao combate a incêndios florestais sofreu uma redução de 17% para o ano de 2026. O montante reservado é de R$ 495,8 milhões, o que representa um corte de R$ 101 milhões em comparação ao ano anterior. Quando ajustados pela inflação, os valores ficam abaixo até mesmo dos patamares de 2024, ano em que o Brasil enfrentou crises severas de queimadas.
A queda mais acentuada atinge diretamente a prevenção de incêndios em áreas federais prioritárias, que teve sua verba cortada quase pela metade (48%). Além disso, o Ibama terá 24% menos recursos para ações de controle e fiscalização, enquanto o ICMBio, responsável pelas unidades de conservação, enfrentará um recuo de 6% no orçamento para estas funções.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) justificou que a proposta original era maior, mas sofreu cortes durante a tramitação no Congresso Nacional. A pasta afirmou, no entanto, que os recursos podem ser realocados ao longo de 2026, dependendo da evolução do risco climático e das emergências operacionais que surgirem durante o ano.
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