Um orangotango surpreendeu a comunidade científica ao ser flagrado tratando uma ferida com uma planta medicinal, marcando um registro inédito no estudo do comportamento animal. Embora essa prática tenha chamado a atenção, diferentes formas de automedicação entre animais já são conhecidas e estão sendo cada vez mais estudadas pelos cientistas.
Essas práticas fazem parte de um campo de estudo chamado farmacognosia, que se dedica ao conhecimento sobre drogas naturais, abrangendo desde plantas até bactérias. Dentro dessa área, duas abordagens se destacam: a etnofarmacologia e a zoofarmacognosia. Enquanto a etnofarmacologia se concentra no uso de plantas medicinais por populações humanas, especialmente indígenas, a zoofarmacognosia analisa como os animais utilizam recursos naturais para tratar suas próprias doenças.
Exemplos desse comportamento não faltam na natureza. Certas espécies de formigas, por exemplo, empregam resinas específicas para se proteger de bactérias ou para proteger a colônia de fungos nocivos. Primatas, por sua vez, são conhecidos por ingerir plantas, folhas, cascas de árvore e até argila como formas de combater verminoses, problemas intestinais e outros mal-estares.
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