Milhares de manifestantes de partidos da oposição marcharam ontem (12) até a Suprema Corte da Índia, em Nova Délhi, para contestar uma revisão das listas de eleitores que provocou protestos no país. O movimento também pede a renúncia de Gyanesh Kumar, presidente da Comissão Eleitoral, sob a alegação de que as mudanças favorecem o Partido Bharatiya Janata (BJP), do primeiro-ministro Narendra Modi.
Segundo a Reuters, a revisão, iniciada no ano passado, resultou na exclusão de mais de 130 milhões de nomes dos registros eleitorais. Entre eles, estão pessoas falecidas, eleitores que mudaram de residência e cidadãos que não foram localizados. A oposição, liderada por Rahul Gandhi, apresentou uma petição que solicita auditoria das exclusões, garantias contra retiradas sem aviso prévio e suspensão temporária do processo em todo o país.
A Comissão Eleitoral nega favorecer qualquer partido e afirma que pessoas excluídas indevidamente podem solicitar novamente o registro. O BJP, por sua vez, acusa a oposição de tentar desacreditar as instituições democráticas. A petição tem previsão de análise pela Suprema Corte nesta terça-feira (13), enquanto as autoridades reforçaram a segurança na capital e impuseram restrições ao trânsito e ao funcionamento de estações de metrô durante os protestos.
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