A tão aguardada Lei de Anistia aprovada na Venezuela, que promete libertar parte dos quase 700 presos políticos do país, foi recebida com forte desconfiança por lideranças da oposição. Embora o governo apresente a medida como um gesto de distensão, críticos afirmam que a norma é “deficiente e incompleta”, mantendo brechas que podem excluir militares detidos e impor novos processos judiciais aos beneficiados.
Entre os que contestam a iniciativa estão Juan Pablo Guanipa e Andres Velasquez, que classificaram a lei como uma “farsa”. Segundo o Fórum Penal, até 400 pessoas poderiam ser afetadas, mas cada caso será analisado individualmente, o que, para a oposição, abre espaço para arbitrariedades. Familiares de militares presos no Forte Guaicaipuro também exigem um decreto presidencial que garanta libertação ampla e imediata.
A aprovação da lei ocorreu em meio a tensões políticas e suspeitas de articulações internacionais. A visita do general norte-americano Francis Donovan a Caracas, antes da votação, alimentou críticas sobre influência externa. Líderes exilados como Maria Corina Machado, Leopoldo Lopez e Julio Borges também enfrentariam exigências judiciais para retornar ao país.
Enquanto isso, opositores denunciam que o aparato repressivo permanece intacto e que episódios recentes, como a invasão da residência de Magalli Meda, reforçam a percepção de que a anistia não representa uma mudança estrutural no regime.
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