Até aqui uma ilha de relativa estabilidade na conturbada região da África Ocidental, o Senegal entrou em uma grave crise política que ameaça colocar em rota de colisão novamente a França, ex-potência colonial, e a Rússia de Vladimir Putin.
O presidente do país, Macky Sall, o adiamento das eleições gerais que aconteceriam no próximo dia 25 para agosto. Após muita discussão e protestos reprimidos pela polícia, o Congresso aprovou na segunda (5) a nova data do pleito para ainda depois no calendário: 15 de dezembro.
Sall, o primeiro senegalês nascido no país a ser presidente após a independência da França em 1960, chegou ao poder em 2012 e foi reeleito sete anos depois. Em julho passado, após a prisão de seu principal rival, Ousame Sonko, ele buscou esvaziar boatos de golpe dizendo que não iria buscar mudar a lei para poder concorrer uma terceira vez.
O líder acusa o órgão que elaborou a lista com 20 presidenciáveis de corrupção. Alguns candidatos, mesmo de oposição, foram barrados. Isso levou o oposicionista Partido Democrático Senegalês a se unir ao governo e passar o adiamento, com o apoio de 105 dos 165 deputados. Outros rivais de Sall o acusaram de querer dar um golpe de Estado dentro do escopo das regras vigentes.
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