Desde a criação da Casa de Governo em Roraima, em março de 2024, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em conjunto com outras forças federais, intensificou a proteção da Terra Indígena Yanomami (TIY) e das Unidades de Conservação no entorno. As ações integradas resultaram em R$ 491,3 milhões de prejuízo ao garimpo ilegal e reduziram em 98% a atividade criminosa dentro do território. Foram mais de 7 mil operações de fiscalização, que incluíram bloqueio de rotas de abastecimento e preservação de ecossistemas estratégicos.
Entre os resultados, estão a apreensão de 138,8 kg de ouro, 227,8 kg de mercúrio, 175,9 toneladas de cassiterita e 40 mil litros de gasolina, além da destruição de motores, geradores, armas de fogo e equipamentos usados no garimpo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou os avanços na proteção dos cerca de 31 mil indígenas Yanomami, destacando que “antes, esse povo estava quase abandonado” e que o Estado tem o dever de oferecer tratamento digno e respeitoso.
No norte de Roraima, áreas como a Floresta Nacional de Parima, que integram o chamado Mosaico Norte, têm papel crucial como barreira contra o avanço da atividade ilegal. Para Leila Nápoles, coordenadora das operações do ICMBio, a estratégia é essencial: “Essas unidades funcionam como um escudo de proteção. Quando conseguimos barrar a logística do garimpo por aqui, enfraquecemos toda a cadeia criminosa dentro do território Yanomami”.
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