A Polícia Federal, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal, deflagrou ontem (24) a terceira fase da Operação Carbono Oculto. A ofensiva cumpre 27 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro contra executivos do mercado financeiro suspeitos de liderar uma estrutura clandestina para lavagem de dinheiro e ocultação de bens vinculados ao crime organizado.
Entre os principais alvos da operação estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-diretor do Banco Genial, e o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior (proprietário da Entre Investimentos e delator do caso Banco Master). De acordo com os investigadores, a organização criminosa utilizou fundos de investimento (como o Fundo Radford) e holdings de fachada para movimentar mais de R$ 120 milhões. Os recursos foram empregados na aquisição ilícita da distribuidora de combustíveis Terrana (Tobras) e na ocultação dos verdadeiros beneficiários por meio de interpostas pessoas ("laranjas").
Em posicionamento oficial, a assessoria do Banco Genial informou que Humberto Tupinambá foi destituído e afastado de suas funções em maio de 2026, ressaltando que a instituição renunciou à administração do Fundo Radford e permanece colaborando integralmente com as investigações das autoridades competentes. Os investigados poderão responder por lavagem de capitais, organização criminosa e infrações contra o sistema financeiro nacional.
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