Em mais uma ação para interromper o fluxo do crime ambiental, o Comando Operacional Conjunto Catrimani II, em coordenação com a Casa de Governo, realizou, nesta terça-feira (17), a interdição de uma pista de pouso clandestina na região de Lobo D’almada, na Terra Indígena Yanomami (TIY). A ação é parte de uma estratégia de desarticulação logística para tornar a mineração ilegal economicamente inviável.
Para garantir que a infraestrutura não seja rapidamente recuperada pelos infratores, a operação utilizou táticas militares de engenharia de alta precisão: foram aplicados 350 kg de explosivos, as detonações ocorreram em sete pontos estratégicos e a criação de crateras profundas que impossibilitam qualquer pouso ou decolagem de aeronaves.
O transporte das tropas e dos materiais contou com o suporte aéreo de elite das Forças Armadas, utilizando as aeronaves UH-15 Super Cougar (Marinha do Brasil), o HM1 Pantera (Exército Brasileiro) e o H-60 Black Hawk (Força Aérea Brasileira).
A malha aérea clandestina é a espinha dorsal da extração mineral em áreas remotas. Sem essas pistas, o garimpo sofre um bloqueio crítico no suprimento de combustível, mantimentos e peças para maquinário pesado. Além da perda de mobilidade para o transporte de pessoal e escoamento do minério, a ausência de apoio aéreo eleva os custos operacionais, tornando a atividade logística e financeiramente insustentável.
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