As informações falsas geradas pelo ChatGPT a respeito de um radialista resultaram em um processo contra a OpenAI nos Estados Unidos. A ação, aberta na segunda-feira (5) em um tribunal da Geórgia, acusa a desenvolvedora de difamação e pede indenização.
O caso envolve o apresentador de rádio Mark Walters, que, em um relatório gerado pelo chatbot, é citado em uma acusação de fraude e desvio de dinheiro de uma organização sem fins lucrativos. No entanto, Walters nunca foi denunciado por esses crimes, ou seja, a inteligência artificial (IA) inventou a informação.
Esses detalhes foram gerados pelo robô virtual em resposta à solicitação de resumo de um processo judicial real feita a pedido do jornalista Fred Riehl. Ao resumir o caso, a ferramenta citou dados verdadeiros, mas também incluiu mentiras, já que a ação em questão nem mesmo tem a ver com o radialista ou a apropriação indevida de fundos.
Apesar de apresentar o ChatGPT como uma fonte confiável, capaz de ajudar o usuário a “aprender algo novo”, a OpenAI também diz que o mecanismo não é infalível. Há um alerta, na tela inicial do chatbot, apontando que o sistema “pode ocasionalmente gerar informações incorretas”.
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