A vice-alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirmou que nosso mundo tem capacidade para alimentar a todos e que “ninguém nesse século 21 deveria passar fome”. Na última quinta-feira, Nada Al Nashif lamentou que apesar do compromisso mundial de criar um mundo livre da fome até 2030, cerca de 783 milhões de pessoas, mais de 9% da população mundial, sofreram de fome crônica no ano passado.
A Organização para a Alimentação e Agricultura, FAO, prevê que, em 2030, quase 600 milhões ainda sofrerão com essa realidade. Nada Al Nashif apresentou o relatório “Medidas para minimizar o impacto adverso das alterações climáticas na plena realização do direito à alimentação” na 55ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos, destacando cinco pontos de ação.
Em primeiro lugar, ela disse que é preciso “evitar que a produção agrícola industrial alimente ainda mais as alterações climáticas”. A especialista alertou que o atual paradigma econômico cria um “ciclo vicioso”, onde os impactos climáticos aprofundam a insegurança alimentar, enquanto a “dependência excessiva dos sistemas alimentares industriais agrava as alterações climáticas e a vulnerabilidade das comunidades”.
Com informações das Nações Unidas
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