O Escritório de Direitos Humanos da ONU manifestou preocupação nesta semana com um aumento alarmante de casos de intimidação, assédio e prisões arbitrárias de defensores dos direitos humanos e do meio ambiente, jornalistas e sindicalistas na Guiné-Bissau. Em comunicado oficial, a porta-voz Liz Throssell destacou que organizações lideradas por mulheres e ativistas ambientais têm sido alvos frequentes dessa repressão, o que levanta sérias dúvidas sobre o respeito à liberdade de expressão no país.
A nota reforça que todos os cidadãos, inclusive aqueles que criticam as autoridades, devem ter garantido o direito de se expressar livremente e atuar sem medo de retaliações. A ONU pede a libertação imediata de quem foi detido por exercer seus direitos fundamentais e cobra que os que enfrentam acusações tenham acesso a processos justos e transparentes. O momento é considerado crucial para o governo guineense, que será submetido à Revisão Periódica Universal (RPU) do Conselho de Direitos Humanos da ONU nos dias 2 e 7 de maio, em Genebra.
O apelo das Nações Unidas é para que o país aproveite essa avaliação internacional como uma oportunidade de reconstruir pontes com a sociedade civil e se comprometa com a implementação das recomendações recebidas. A Guiné-Bissau passará pela revisão pela quarta vez desde 2010, e a expectativa da comunidade internacional é que avance no respeito aos direitos fundamentais e na proteção de quem atua em defesa do meio ambiente e das liberdades democráticas.
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