A Universidade das Nações Unidas (UNU) divulgou um relatório alarmante confirmando que o mundo entrou em uma era de “falência hídrica”. O termo descreve um estado crônico onde o consumo humano supera a capacidade da natureza de repor os estoques de água, gerando um desequilíbrio que ameaça a economia, a estabilidade política e a sobrevivência em escala global.
De acordo com os dados apresentados em janeiro de 2026, a crise já atinge diretamente 4,4 bilhões de pessoas, que enfrentam escassez severa por pelo menos um mês ao ano. O cenário é agravado pelo fato de 70% dos aquíferos subterrâneos estarem em declínio e pela redução sistemática do volume dos grandes lagos. Atualmente, metrópoles como São Paulo, Teerã e Cidade do Cabo convivem com o risco iminente do "dia zero", quando o abastecimento público pode ser interrompido.
O estudo ressalta que a insegurança hídrica afeta 75% da população mundial e já atua como um motor de instabilidade social, citando o aumento da migração do México para os EUA como reflexo direto da falta de recursos. Para os especialistas da ONU, a falência hídrica não é uma projeção para o futuro, mas uma realidade atual que exige mudanças drásticas na gestão dos ecossistemas para evitar colapsos sistêmicos.
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