Após mais de dois meses de protestos, o governo espera que a fadiga das greves acalme os ânimos daqueles que terão suas aposentadorias postergadas de 62 para 64 anos. Contudo, a oposição já se articula para apresentar uma moção de censura ao governo, que precisa do apoio da maioria dos deputados da Assembleia Nacional para derrubá-lo.
A decisão do presidente francês Emmanuel Macron de implementar a reforma da previdência na França sem a aprovação da Assembleia Nacional gerou uma interpretação comum de que ele se enfraqueceu e ficou isolado, especialmente porque a maioria dos franceses é contra a reforma.
O governo esperava obter apoio de pelo menos 35 deputados do partido Republicano, mas recebeu apenas 28 votos favoráveis. Diante dessa situação, o presidente decidiu arriscar e impor a reforma à população, alegando que era preferível enfrentar o mau humor público a um possível rebaixamento das agências classificadoras.
Mesmo que Macron não tenha conseguido os votos necessários para aprovar a reforma previdenciária, é improvável que ele seja derrotado em uma eventual moção de desconfiança ao governo. O que resta saber é qual será a reação da população diante dessa medida impopular e autoritária do governo.
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