quinta, 23 de abril de 2026
06/11/2021   08:00h - Entrevistas

ON Jornal entrevista Padre Felipe Balzière, Diretor do Pró-Menor Dom Bosco

Na última quinta-feira (3) aconteceu a festa em comemoração aos 40 anos do Pró-Menor Dom Bosco, que foi marcada por apresentações e exposições de projetos dos alunos e entrega de certificados aos parceiros da instituição. O diretor do Pró-Menor Dom Bosco, Padre Felipe Baziére concedeu entrevista para o ON JORNAL falando da trajetória da instituição, o trabalho em prol dos jovens e adolescentes e os desafios atuais. Confira a entrevista a seguir:

 
 
ON JORNAL Qual é a origem do Pró-Menor Dom Bosco?
 
Felipe Balziere – O Pró-Menor Dom Bosco nasceu em 1981. Quem começou tudo foi o padre Marcelo Betorluci, salesiano de Dom Bosco que sempre vibrou pela juventude, em especial a juventude necessitada. Naquela época o Alvorada ainda era chamada de cidade das palhas, com um contexto social muito diferente com muita invasão e uma carência social das famílias enorme. Ele procurou dar uma resposta as necessidades dos jovens daquela época. O Pró-Menor Dom Bosco, desde o início sempre teve a preocupação de dar oportunidade profissional aos jovens. 
 
ON – Mas a preocupação era focada na profissionalização somente?
 
FB - O Pró-Menor sempre se preocupou com a educação, com a profissionalização e com a preparação para a vida. É importante preparar para o jovem passar na prova, mas é preciso prepará-lo para passar na vida também. Muitos destes jovens 
 
ON – E como era a dinâmica no início?
 
FB - O bairro Alvorada sempre foi muito populoso. Naquela época era um lugar sem muitas oportunidades. No Pró-Menor já havia cursos e atividades, durante a semana e, no fim de semana, a casa estava aberta para atividades de lazer, educativas e evangelizadoras também. Isso ajudou a resgatar muitos jovens e dar oportunidades. 
 
ON – Quais eram os desafios naquela épica e como é hoje? 
 
FB - Nos sabemos que os jovens quando não têm oportunidades vão facilmente para a marginalidade. hoje também, mas de outra maneira. Eu lembro que em 1990 era a época das galeras (gangues de rua que eram muito violentas em Manaus). Hoje não se fala mais nisso, mas as feições do crime são outras.
 
ON- E além da violência o que mais afeta os jovens de hoje?
 
FB - Hoje temos jovens perdidos e confusos por sofrimentos afetivos emocionais. E a pandemia veio acentuar isso. Hoje atenção para saúde mental e saúde emocional é muito importante. 
È necessário o Pró-Menor se adaptarão ao mundo de hoje que não é o mesmo de 40 anos atrás. Buscamos sempre preparar o jovem para tirá-lo das mazelas, como a desocupaçõ, o crime e a violência, dando perspectivas de vida, ajudando a fazer sonhar, mostrando que um mundo diferente é possível. Podemos ter todo esse ar de fraternidade o que tem uma importância muito grande. 
Queremos dar uma razão de viver, mostra para estes jovens que é possível se preparar para vida com uma vida digna e de cidadão honesto. Deus também é importante nessa vida. O Pró-Menor ajuda a muitos jovens a se encontrarem, a entender a sua identidade. Estamos aqui para dar amparo e ajudar a construir a personalidade e fazer com que esses indivíduos não olhem apenas para si. Muitos vêm de sofrimento da vida com famílias pobres. Estamos aqui para ajudar a abrir caminhos, inclusive, para obtenção do emprego e que eles se tornem fermento de uma sociedade diferente .
 
ON- Que número o senhor tem que sintetiza o impacto desse trabalho do Pró-Menor Dom Bosco?
 
FB - De 1996 pra cá, são mais de 12 mil jovens que receberam cerificado de curso profissionalizante; É um número enorme de pessoas que estão hoje ocupando uma va de emprego, graças ao Pró-Menor Dom Bosco. 
        

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