quinta, 23 de abril de 2026
07/01/2023   08:10h - Entrevistas

ON Jornal Entrevista o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas

 Seguimento das Indústrias e as PECs que não beneficiam a ZFM são destacados pelo Vice-presidente da FIEAM

 

O segmento industrial é um dos setores mais promissores. Apesar da alta competitividade, as indústrias fazem parte da maioria do mercado em todo o mundo. A maior parte dos produtos que os compradores consomem são oriundos dessas empresas.

 

Em entrevista ao ON Jornal o vice-presidente ressalta sobre as pecs que não beneficiam a Zona Franca de Manaus (ZFM).

 

On Jornal - O Vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Nelson Azevedo destacou a importância da Zona Franca de Manaus em se preparar para o salto da Industria 4.0 e o 5G?

 

Nelson Azevedo - Olha, ao longo de anos de sua existência, o nosso polo industrial. No setor industrial sempre esteve acompanhando a evolução e inovação dentro da ciência e tecnologia. Você aborda exatamente esse assunto que é a indústria 4,0 e é o 5G. Logo que a gente faz isso, que depende das empresas. Veja bem, ele funciona de tem muita dificuldade pela chave do modelo. Uma das nossas deficiências em nossa região aqui é exatamente a estrutura e a parte de comunicação que está dentro da estrutura. E nós temos muitas deficiências nisso que a gente encontra. Mas de qualquer forma, as empresas não estão muito atualizadas de capacidade nesse sentido. Nós pedimos muito do governo e principalmente do governo do Estado, do governo federal, SUFRAMA, que cuida disso tudo. Pois ainda bem que eles estão numa sintonia, numa interlocução muito boa. E realmente a gente tenta fazer isso, mas a nossa carência é muito grande na parte de educação que tem que ser levado para o interior. E aqui uma nova deficiência de mão de obra para o chão de fábrica. Não existe para ela bastantes coisas. Então nós temos que ter isso para podermos ser e tocar essa tecnologia, essa inovação toda que nós falamos, todo mundo fala, nós precisamos ter mão de obra qualificada e para isso não é só as empresas precisam perceber o sistema. Essa série Senai também contribui, mas é muito importante que nossas escolas públicas, a nossa rua e a nossa eu for a. O Iphan também. Essas histórias, todas elas têm muito voltado para isso, no sentido de capacitação e preparação de mão de obra.

 

On Jornal - Como está atualmente o insumo de importação e exportação?

 

Nelson Azevedo - Olha, sabe que nós vivemos praticamente três anos. De muita dificuldade causada pela pandemia de Corumbá 28 e hoje no mundo nós somos aqui no Amazonas principalmente, eu diria, o Brasil de uma nação muito dependente de insumos do exterior e nós aqui na zona do exterior, de parte do Brasil. A nossa cadeia de suprimento local, ele é um pouco deficitário diante disso, aconteceram muitas dificuldades e as empresas procuraram fazer e, de qualquer forma, estão tentando desenvolver a cadeia de suprimentos do local. Mas ainda existe deficiências. Nesse momento. As empresas estão praticamente todas. Ainda em férias coletivas, mas desde já, a partir da próxima semana para todo mundo. Expediente normal. Vamos esperar que não aconteça a paralisação por falta de insumos.

 

On Jornal - Qual o Papel da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas em defesa dos massacres das indústrias do polo industrial da ZFM?

 

Nelson Azevedo - O papel da nossa instituição, não só da nossa como das outras pessoas. É a obrigação de todos nós. E também dos governantes. Quando falamos, falamos das três esferas de poder de nossa bancada, inclusive nós, de todas essas peças. Eu falando como pessoa que têm contas da nossa família, mandato. A gente procura sempre o diálogo, conversar para que realmente não traga muito mais dificuldade para nós, que a gente passa, que todo dia. Não é de agora que é uma ameaça contra nossa vontade e demanda, antes de tudo, pelo que nós queremos, Podemos, pedimos que nos dê tranquilidade para trabalhar e nós tenhamos segurança jurídica para não ficar esperando todo dia, mudando a regra do jogo quando nós estamos em plena competição. Então eu acho que tem que ter uma regra clara e se vai mudar alguma coisa que seja dado um prazo, não é? Se chega de hoje para amanhã mudando, porque nós estamos jogando com aquela regra, mas não podemos mudar de uma hora para outra. Então isso a gente faz e espera que essa e essa interlocução e essa compreensão, principalmente agora, com as mudanças do governo central, com a nova reeleição do nosso governador aqui e é de todos os órgãos que dependem de qualquer forma, de alguém que possa tocar isso aqui, que é que os jogos sejam ocupados por pessoas com conhecimento total, que não sejam pessoas.

 

On Jornal - Qual a sua perspectiva com o novo governo Lula?

 

Nelson Azevedo - A gente espera que algo de novo possa ser trazido para a gente. Vai trazer algumas inovações, porque os discursos até agora são um discurso que tem muito a ver com o que foi prometido na própria eleição e nos programas eleitorais. Então, espero que tenha e que é o que eu falei há pouco. Mas esperamos que tenha alguém nosso ocupando lugares vitais da nossa economia, do nosso desenvolvimento aqui, da religião. Porque trazer o alienígena para cá vai discutir aquela coisa de ter Zona Franca de Manaus, coisa que todo mundo pensa, que fala em renúncia fiscal, que não temos renúncia fiscal. Você não renuncia uma coisa que você tem, você tem incentivo fiscal. Você só começa gozar do benefício quando você emite a primeira nota fiscal. Mas todo o investimento, toda a capacitação, de modo, de tudo o que você tem, é feito pelo investidor. Só quando emite a primeira nota fiscal da língua do seu primeiro produto, quando eu vendo o primeiro produto é que vai ter o incentivo fiscal. O benefício não teremos. É que eu não posso renunciar uma coisa que não existe.

 

On Jornal - Qual a proposta local para a ZFM no contexto da Reforma Tributária?

 

Nelson Azevedo - Na reforma tributária, as duas PECs que estão a 45 e a 110, nenhuma contempla a Zona Franca de Manaus. Nós temos discutido para tentar trazer alguma coisa, tipo a nossa constituição artigo 40 que nós estamos dentro da constituição. Então a gente espera que algo possa ser feito para que não tenha as voltagens competitivas as comparativas da ZFM em função do nosso isolamento. Então ter tudo que temos tem que vir pra cá, depois, beneficiar aqui e devolve. Não é igual como o sul e sudeste que tem tudo lá perto vem de lá mesmo e não tem esse isolamento.

 

Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.