O Conselho Estadual da Igualdade Racial do Amazonas (Cepir), vinculada à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), tem o objetivo de fomentar a inclusão racial e étnica no Amazonas, por meio de reuniões, debates e discussões de políticas públicas voltadas a população.
O CEPIR, trabalha com 12 Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e, dentre elas estão: a Fundação Estadual do Índio (FEI), Movimento Pardo-Mestiço, Associações do Caboclos e Ribeirinhos da Amazônia (ACRA), Comunidade Bet Shalom de Visão Judaica Messiânica, Instituto de Apoio aos Povos Originários da Amazônia (Iapoam), União de Negros pela Igualdade (Unegro/AM), Instituto Cultural Afro da Amazônia, Tenda de Umbanda Cabocla Braba, e Associação Comunitária Quilombola do Sagrado Coração de Jesus do Lago da Serpa.
A Mestra em Capoeira, Julia Vargas, é membro Conselheira Suplente Estadual da Promoção de Igualdade Racial dos Povos Negros da CEPIR e explica com exclusividade ao ON Jornal, a importância da instituição, o modo de trabalho do conselho e como ela desenvolverá ações para dar voz à sua comunidade. Confira!
ON Jornal- Como iniciou a sua caminhada sendo voz para a comunidade negra em Manaus?
Julia Vargas- Desde que eu me entendo por gente, vi meu pai nessa militância com os coletivos sociais. Então, desde muito cedo, eu também estou envolvida. Não sei dizer ao certo a idade.
Mas, desde a adolescência, eu participo ativamente de tudo que se refere ao movimento negro e como porta voz da minha comunidade e dos coletivos ao qual faço parte.
ON Jornal- Qual a importância da criação Conselho Estadual da Igualdade Racial do Amazonas? Como ele atende as comunidades?
Julia Vargas- O Conselho Estadual da Promoção da Igualdade Racial do Amazonas desempenha um papel crucial na promoção da equidade e na luta contra o racismo. Ele pode contribuir para o desenvolvimento de políticas e ações afirmativas, visando garantir direitos e oportunidades iguais para a comunidade afrodescendente. Além disso, o conselho pode atuar como um canal de diálogo entre a sociedade civil e o governo, buscando soluções para desafios específicos enfrentados pela comunidade racialmente discriminada na região.
ON Jornal- Quais as principais pautas debatidas?
Julia Vargas- Ele tem por finalidade propor políticas que promovam a igualdade racial no que concerne aos segmentos étnicos minoritários do Estado, com ênfase na população negra, para combater a discriminação racial, reduzir as desigualdades sociais, econômicas, financeiras, políticas e culturais e ampliar o processo de participação social.
ON Jornal- Você, sendo parte de uma instituição tão importante, como planeja tornar sua comunidade mais protagonista na luta por seus direitos?
Julia Vargas- Engajamento Comunitário: Promova reuniões e eventos para ouvir as preocupações da comunidade e envolvê-la ativamente nas decisões.
Educação e Conscientização: Desenvolva programas educativos sobre igualdade racial, destacando a importância da diversidade e combatendo estereótipos.
Parcerias Estratégicas: Colabore com organizações locais, instituições de ensino e empresas para fortalecer a causa e ampliar recursos.
Acesso à Informação: Garanta que a comunidade tenha acesso a informações relevantes sobre direitos, políticas públicas e oportunidades.
Capacitação: Ofereça programas de capacitação e empoderamento, focados em habilidades práticas e desenvolvimento pessoal.
Advocacia Política: Represente os interesses da comunidade em instâncias políticas, pressionando por políticas públicas que promovam a igualdade racial.
Mídia e Comunicação: Utilize meios de comunicação para destacar histórias e conquistas da comunidade, desafiando narrativas negativas.
Monitoramento e Avaliação: Estabeleça sistemas para avaliar o progresso e identificar áreas que necessitam de mais atenção.
ON Jornal- Na sua visão, onde está a fonte do problema responsável por travar a luta pela Igualdade Racial?
Julia Vargas- A luta pela igualdade racial é afetada por diversas fontes, incluindo preconceitos históricos, discriminação sistêmica e falta de educação sobre diversidade. Identificar e abordar essas questões é fundamental para promover mudanças significativas.
ON Jornal- Como isso pode começar a ser resolvido?
Julia Vargas- A resolução do problema da desigualdade racial envolve ações abrangentes em várias frentes, como educação, legislação antidiscriminatória, conscientização e promoção da igualdade de oportunidades. É crucial que a sociedade como um todo se envolva na mudança de mentalidades e na promoção da diversidade e inclusão.
ON Jornal- Quem deseja saber mais sobre as ações do CEPIR, onde procurar e manter-se por dentro dos trabalhos?
Julia Vargas- Através dos sites do Ministério de igualdade Racial ou da SEJUSC você consegue informações mais detalhadas sobre o CEPIR
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