O Fórum Regional de Geração Distribuída com Fontes Renováveis, o Fórum GD, aconteceu no último dia 29 e 30 de setembro e trouxe para o Amazonas o que há de mais inovador no cenário mundial no setor de energia solar.
O evento, que estava em sua 11º edição, foi promovido pela ABGD - Associação Brasileira de Geração Distribuída, associação oficial das empresas do setor, que reúne provedores de soluções, EPCs, integradores, distribuidores, fabricantes, profissionais e acadêmicos, e que tem em comum a atuação direta ou indireta na geração distribuída oriunda de fontes renováveis de energia.
Entre os palestrantes estava o suíço, Daniel Kunz, diretor regional da ABGD na Bahia e diretor geral na Solar TRITEC, empresa que investe na expansão da energia solar no Brasil.
Ao ON Jornal, ele falou um pouco mais sobre o diferencial da sua empresa no mercado e a relevância do Fórum para o estado do Amazonas.
ON JORNAL - Daniel que importância esse evento tem aqui?
Daniel Kunz - É muito importante que a gente expanda o crescimento da energia renovável, principalmente da energia solar, para o Amazonas que ficou um pouco atrás de outros estados como Minas Gerais, Santa Catarina que já possuem até benefícios do governo estadual. Eu agradeço ao Tiago da RFG por se aventurar e ter vindo para cá fazer um evento de grande porte. Inclusive a adesão foi muito grande.
ON – E qual o objetivo das empresas de energia solar no Amazonas?
Daniel Kunz - Os grandes players do mercado vieram para cá com o objetivo de fazer contato e mostrar seus produtos e inovações aos convidados, então acho que no final todo mundo ganha. Ganha o consumidor final, os empresários e principalmente o meio ambiente. Como estamos no pulmão do planeta precisamos preserva-lo.
ON – O que A TRITEC entrega de diferente para os seus clientes?
Daniel Kunz - A TRITEC é uma empresa suíça sendo pioneira, 35 anos atrás na Europa, no mercado de energia solar. E nós estamos aqui para trazer algumas novidades. Novidades exclusivas para o clima do Amazonas e Brasil. Como possuímos uma vasta experiência no setor, nós queremos trazer as tecnologias com menos materiais, menos mão de obra, porém com uma finalização mais rápida e mais produtivas. Então nosso intuito é trazer a tecnologia da Suíça e Alemanha, e nacionaliza-la totalmente. Por exemplo, aqui não tem neve, então não é necessária uma estrutura que aguente 1 metro de neve. Aqui não tem ventos de 300 km/h, então podemos fazer uma estrutura mais adequada as características brasileiras.
ON – Durante a palestra você falou exatamente sobre essa estrutura. Encarece bastante fazer uma estrutura de apoio para as placas além de todo o material?
Daniel Kunz - No kit, na usina fotovoltaica, existem basicamente três, quatro, componentes importantes. Claro, existem muitos outros, mas eu me refiro ao pilar. Você tem as placas solares, que captam a luz do sol e transformam da insolação para AC, a acorrente que você tem na tomada. Nesse processo gasta-se 60% a 70% do valor. Você tem o inversor, que transforma energia, captada do sol, em energia alternada. Você tem alguns componentes pequenos como cabos, string box e alguns circuitos de segurança que não são tão impactantes, mas importantes. Você também tem a estrutura.
ON – Ainda em relação a estrutura, você havia falado sobre as particularidades do clima brasileiro e como isso influencia na instalação da estrutura. Quais são, especificamente, o diferencial delas?
Daniel Kunz - Bem, elas sempre são diferentes. Você pode ter mil casas, feitas pelo mesmo construtor e arquiteto, mas estrutura de cada casa é colocada de forma diferente. Agora a placa, o inversor, o cabo, o string box e o fusil são sempre os mesmos, uma vez que são comodities. A estrutura não, para instalar o ventilador tem que ter muito tato já que cada telha é diferente, uma vez é 3cm outra vez é 5cm, a placa pode ser maior ou menor. Pode haver inclinações distintas. Então existem milhões de variáveis onde você tem apenas um produto. Nisso que trabalhamos. Ter menos material possível em estoque, ofertado uma estrutura leve, e assim atender ao maior número possível de instalações em telhados diferentes.
Nascido na Suiça em 1967 e formado em engenharia aeronautica, civil e militar, Kunz é pós-graduado em Administração na Benedict em Zurich Marketing. É também diretor regional da ABGD na Bahia e cofundador e diretor da ABahiaSolar (ABS), além de ser diretor geral na Solar TRITEC deste 2014.
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