quinta, 23 de abril de 2026
02/10/2021   08:00h - Entrevistas

ON jornal entrevista com exclusividade Willi Garcez, CEO do Grupo Tapajós

 O Grupo Tapajós, líder do mercado farmacêutico na Região Norte, conseguiu subir 120 posições no ranking das 300 maiores varejistas do País. O feito recente fez com que o grupo entrasse para o seleto clube de 130 empresas do setor com faturamento bilionário.Foi a maior evolução entre as companhias listadas no levantamento, elaborado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). Em entrevista para o jornalista Dudu Monteiro de Paula, do ON JORNAL, o CEO do Grupo Tapajós Medicamentos, Willi Garcez comenta o feito e as novidades do grupo que segue em expansão, apesar da crise econômica atual. Confira:

 

ON JORNAL - Como o senhor avalia o reconhecimento desse salto de qualidade de serviços do Grupo Tapajós na Região Norte?

 

WG– Esse reconhecimento é fruto de muito trabalho. Nós estamos atuando há 27 anos como grupo atacadista e no varejo, há 16 anos. Durante muito tempo com o meu pai tocando as empresas e depois, com eu assumindo e contribuindo para a organização grupo, tendo atingindo voos cada vez mais altos.

 

ON – São quantas pessoas envolvidas com as atividades do grupo

WG – O Grupo abraça hoje 2,8 mil colaboradores. São profissionais atuando em quatro Estados da Região Norte: Amazonas, Pará, Roraima e Rondônia.

 

ON- A matriz da distribuição é daqui do Amazonas?

 

WG - A matriz é em Manaus com filias em outros Estados. Manaus representa 85% do faturamento. O braço atacadista representa 49% e o varejo 60% do faturamento. O varejo é representado por quatro bandeiras, Santo Remédio, Flexfarma, Farma Bem e Flex Atacado.

ON – Ficar só no remédio é perder vendas, certo?

 

WG - Verdade, hoje 40% no nosso varejo são de produtos não fármacos, de higiene beleza, cosméticos, alimentos bebidas e maquiagem. Temos um mix 14 mil produtos não fármacos no nosso público.A nossa bandeira, Santo Remédio está cada vez mais abrangendo categorias diferentes. A farmácia hoje é um ‘hub’ de serviço. O consumidor antes ia pra comprar remédio para febre ou gripe. Hoje, o cliente entende que a farmácia é um ponto de apoio à saúde.Quando um cliente entra em uma empresa do nosso grupo ele conta com serviços como aferição de pressão, acompanhamento a gestantes, acompanhamento a obesos, das pessoas que querem parar de fumar, que têm doenças crônicas. Para isso temos farmacêuticos capacitados que entendem dos medicamentos para o consumidor e da rotina e tratamento. Na Farma bem temos o ‘Cuidar Bem’ e na Santo Remédio, a Farma Clinica, com essas atividades.

 

ON – O delivery foi importante na pandemia?

 

WG – O grupo já trabalhava muito forte no call center e televendas antes da pandemia, mas no auge da disseminação, triplicou o faturamento da demanda do delivery. Depois do pico, o desempenho ainda se mantem em alta. Agora, estamos investindo plataforma e e-commerce, o que devemos lançar ainda em outubro.

 

ON – E no grupo qual foi o impacto da pandemia?

 

WG – Foi uma loucura. Tivemos que contratar mais 100 pessoa para suprir falta de colaboradores com covid e alguns vieram a óbito infelizmente. Demos apoio ao máximo para os nossos funcionários com medicamentos, testagem, além de cumprir as políticas que são determinadas pelo Ministério da Saúde como distanciamento, máscara, e o álcool e gel, por exemplo. Além disso fizemos parceria com o Governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus para a doação de medicamentos e EPIs. Sendo um grupo de atuação na Saúde fazia todo o sentido fazer esse tipo de ação solidária.

 

ON – Daqui pra frente é só ‘para cima’, correto?

WG - Com certeza. Investimos em uma Loja conceito que já ganhou prêmio de sustentabilidade. É um ambiente com diferencial do apelo de uma drogaria ‘verde’, com plantas naturais, luz 100% LED. Algo que agrega muito diferencial. “ A nossa visão a longo prazo é ser a maior e mais respeitada empresa de bem estar e medicamentos da região Norte do Brasil. Hoje já estamos com50% Market share no varejo no Norte e 25% no Brasil. Hoje, um de cada quatro produtos comprados em drogarias é do Grupo Tapajós. No interior temos 3 mil clientes no braço atacadista, nos 62 municípios do Amazonas.

 

ON – E para onde mais o grupo pode crescer?

 

WG – Buscamos ter uma forte presença na ação social. Fazemos a doação dos nossos uniformes que são transformados em brinquedos de pano para crianças carentes. Também fazemos a impressão do rosto de crianças desaparecidas no vaucher entregue aos clientes. Agora estamos fazendo uma campanha de incentivo à vacinação contra a covid-19. O cliente não precisa comprar nada, basta apresentar o comprovante de vacinação que leva uma pulseira de apoio à imunização contra o coronavírus.

 

ON – E vocês também estão investindo em marca própia?

WG - Correto. Temos um segmento de vitaminas chamado Animativ, dirigido para homens, mulheres, idosos, efervescentes e outros. Estamos lançando a marca Voiké, que em Tupi-Guarany significa ‘cuidado’. Isso tem dado muito certo. A vantagem da marca própria é que você apresenta um produto com mesma qualidade das marcas top de linha, porém com um preço mais atrativo.

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