quinta, 23 de abril de 2026
29/04/2023   07:55h - Entrevistas

ON Jornal entrevista Amanda Pinheiro, presidente da Associação Manas, que ajuda mulheres vítimas de violência

A Associação Manas é uma iniciativa privada, que visa ampliar os atendimentos jurídicos e e acompanhamento psicossocial às mulheres em situação de violência, investir na formação, pesquisa e extensão de políticas públicas em direitos humanos para as mulheres.

 

O trabalho começou quando um grupo de amigas advogadas, psicólogas, pedagogas, assistentes sociais e universitárias de Manaus e Nepomuceno, interior de Minas Gerais, se uniram para formar a equipe de socorro às mulheres. Os serviços do local são gratuitos e surgiu após a procura de mulheres por assistência, em meio à pandemia e ao isolamento social.

 

 

 

A iniciativa da Associação Manas, tem ganhado destaque pelo trabalho realizado e o ON Jornal, foi até a sede da instituição para conversar com a presidente, Amanda Pinheiro, e entender melhor como funciona a rede de ajuda. Confira.

 

ON Jornal – Como surgiu a Associação Manas e por que tem esse nome?

 

Amanda Pinheiro- A associação começou há três anos, em plena pandemia, com um pedido de socorro de várias mulheres. Essas mulheres não tinham a quem recorrer por causa da burocracia em atende-las. Nosso primeiro caso, foi em Minas Gerais, na cidade de Nepomuceno, onde uma mulher negra, pobre, era vítima do companheiro e mesmo com medida protetiva, era perseguida por ele.


Após ajudar essa mulher, várias outras vieram até nós pedindo ajuda, e com isso, o grupo de voluntarias foi crescendo muito.


Sobre o nome “Manas”, a palavra, além de ser muito falada na nossa região, queremos dar o sentido de que irmãs estão caminhando com elas, com as vítimas. Significa que elas não estão só nessa caminhada.

 

ON Jornal – Hoje, quantas voluntarias existem na instituição e quais áreas elas atuam?

 

Amanda Pinheiro- Logo após que iniciamos os trabalhos, que tinha apenas eu e uma amiga, várias vítimas vieram até nós e também várias profissionais desejaram se voluntariar conosco. Depois, viramos cinco voluntarias e agora somos 48 profissionais. Entre essas, temos um corpo técnico formado por Advogadas, Psicólogas, Assistentes Sociais, Agentes de Saúde e universitárias.

 

ON Jornal – Sobre a estrutura da sede, como vocês atendem as vítimas e como é o espaço na instituição? 

 

Amanda Pinheiro- Conforme nosso trabalho foi crescendo, vimos também a necessidade de termos um espaço físico. Então, desde outubro do ano passado, nós estamos localizados bem atrás da Delegacia da Mulher, no bairro Parque 10.

 

Aqui, temos uma sala para atendimento jurídico, uma para atendimento social e psicológico, temos uma boa recepção. Além disso, temos espaço para palestra de empregabilidade e capacitação para que possamos encaminhar o mais rápido possível essa mulher para o mercado de trabalho e conquistar sua independência. Temos também atendimentos são online e disponíveis para mulheres de todo Brasil e do exterior

 

ON Jornal – Sobre as vítimas, quais são os grupos que vocês atendem e como realizam os acompanhamentos?

 

Amanda Pinheiro- Nosso público alvo são: mulheres, adolescentes e crianças em situação de violência, não importa qual tipo de violência. Nossa maior demanda são mulheres que sofrem violência doméstica, crianças em situação de violência doméstica e estupro de vulnerável.

 

Essas mulheres recebem um suporte desde a fase da denúncia, solicitação de medidas protetivas, na investigação, acompanhamento psicológico e atendimento pelas nossas assistentes sociais, que verificam a condição social da família. Elas ajudam a mulher na adesão de direitos, como auxílios financeiros, por exemplo.  Além disso, nós ajudamos as vítimas em diversas outras formas que vão além de nossas atribuições.


Em números, em três anos, já atendemos aproximadamente mais de 400 mulheres em situação de violência.

 

ON Jornal – Como a Associação Manas enxerga a vinda da Casa da Mulher Brasileira para o Amazonas?

 

Amanda Pinheiro- A Casa da Mulher Brasileira no Amazonas vai somar demais conosco. O projeto centraliza todos os órgãos que vão ajudar as mulheres. Nós temos assistidas da Associação Manas que foram encaminhas para outras casas da mulher brasileira por que aqui, infelizmente, não contamos com uma estrutura do programa.

 

ON Jornal – Como a sociedade civil pode ajudar com o trabalho da Associação Mana?

 

Amanda Pinheiro-  Pra quem conheceu nosso trabalho, deseja contribuir conosco e ajudar as mulheres, temos nossas redes sociais, no Instagram: @ass.manaus. Temos o whatsapp: (92) 98428-2832. Entre em contato.

 

Nós também abrimos uma vaquinha para quem deseja ser parceiro da associação e ajudar a manter as despesas. Nosso pix é o CNPJ: 42.740.717/0001-10.

 

Sua ajuda é de grande importância para nós. Não importa o valor, qualquer valor faz toda a diferença na vida dessas mulheres e crianças.

 

Para quem quiser conhecer nossa sede, está localizada na rua Henry Heinz, número 8, conjunto Eldorado, no Parque 10 de Novembro. Sua visita aqui será muito bem-vinda. 

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