De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2020, foram diagnosticados no Brasil 10.810 novos casos de leucemia, sendo que 5.920 foram registrados em homens e 4.890 em mulheres. O número registrou aumento de 31,8% em relação a 2019, que teve 7.370 casos.
Tendo em vista o crescente aumento da leucemia, e o pouco conhecimento que a população tem sobre essa doença, o ON Jornal conversou com a médica hematologista, Dra Hatsumi Iwamoto, para tirar algumas dúvidas e explicar sobre a campanha Fevereiro Laranja. Confira:
Porque criar um mês dedicado a esta doença?
A campanha Fevereiro Laranja foi criada para conscientizar a população sobre a leucemia e a importância da doação da medula óssea.
Existe cura?
Sim, alguns tipos de leucemia podem ser curados, enquanto outros são manejados como doenças crônicas, ou seja, são para o resto da vida.
Quais são os tratamentos?
Existem diferentes formas de tratamento, a depender do tipo de leucemia, da velocidade com que ela se desenvolve, e do estado geral de saúde de cada paciente. Mas na maioria das vezes o tratamento é feito com quimioterapia, e em alguns casos é indicado o transplante de medula óssea.
E cada vez mais a medicina tem progredido com a imunoterapia, terapia alvo e terapia celular. E durante o tratamento, pode ser necessário tratar infecções e receber transfusões sanguíneas.
Uma pessoa com leucemia pode ter uma vida normal, ou isso irá depender da gravidade da doença?
Isso varia bastante, pois depende do tipo de leucemia e do tratamento proposto ao paciente.
Quais são os sintomas da leucemia?
Alguns tipos de câncer no sangue podem ser assintomáticos nos estágios iniciais. Mas os sintomas mais comuns incluem febre, anemia, cansaço, infecções frequentes, sangramentos, manchas arroxeadas na pele, dores ósseas e gânglios aumentados de tamanho.
Essa doença é genética ou pode ser adquirida com o tempo?
É difícil estabelecer uma causa específica para a leucemia. Além de fatores genéticos, alguns tipos de câncer no sangue podem estar relacionados com exposição à radiação, quimioterapia prévia e até mesmo tabagismo. Pacientes com Síndrome de Down também tem maiores riscos de desenvolver a doença.
É possível fazer um pré-diagnóstico da doença, como o do câncer de mama?
Não existe exame de rastreamento de câncer no sangue. Como na maior parte das vezes os pacientes não apresentam nenhum fator de risco conhecido para o desenvolvimento da leucemia, a maioria dos casos não podem ser evitados.