O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu, nesta semana, o Ofício das Tacacazeiras da Região Norte como Patrimônio Cultural do Brasil, durante a 111ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. O registro no Livro dos Saberes valoriza o papel das mulheres amazônicas na preservação de práticas ancestrais ligadas à culinária regional e ao conjunto de saberes que envolve o preparo e a comercialização do tacacá.
De acordo com o parecer técnico aprovado, o ofício das tacacazeiras representa muito mais que a receita tradicional feita com tucupi e jambu: ele engloba práticas agrícolas, modos de sociabilidade, técnicas culinárias e formas de trabalho que se espalham por todas as capitais do Norte. Muitas mulheres sustentam suas famílias com a atividade, como Maria de Nazaré, de 71 anos, que criou os filhos vendendo tacacá nas ruas de Manaus.
Com o reconhecimento, o Iphan iniciará um Plano de Salvaguarda com ações em cinco eixos, incluindo melhorias nas condições de trabalho, acesso a insumos, fortalecimento do empreendedorismo e valorização cultural. O objetivo é preservar o saber-fazer e garantir melhores estruturas para as tacacazeiras, reforçando seu papel como guardiãs de um patrimônio essencial da identidade amazônica.
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