A história desses roedores se parece um pouco com a trajetória das primeiras pessoas que vieram da Europa rumo à América.
Em primeiro lugar, esses animais chegaram ao nosso continente acompanhando os colonizadores. Na sequência, eles passaram a morar junto com essas pessoas, em busca de restos de comida.
Muitos ratos encontraram nessas casas o lugar perfeito para chamarem de lar não só para eles, mas para as futuras gerações. Sim, gerações de ratos foram se alternando nos ninhos construídos no século XIX.
Os ninhos dos ratos são feitos com tudo aquilo que o animal encontra pelo caminho, como objetos, documentos etc. Ao roubarem os objetos pessoais dos moradores das casas, os ratos acabaram criando uma vasta coleção de itens que alegraram os historiadores.
Esses objetos têm ajudado os pesquisadores a entenderem os costumes dos estadunidenses que viviam na cidade de Williamsburg, Virgínia, dada a sua variedade.
Para se ter uma ideia, em um dos ninhos dos ratos havia um garfo de jantar da metade do século XIX. O produto é considerado pesado quando comparado ao tamanho de um rato, mas mesmo assim, ele estava em um antigo ninho.
A forma como esses objetos foram encontrados e a variedade das peças fez com que os pesquisadores classificassem esses bichinhos como “pequenos arquivistas”.
Como os primeiros moradores dessa cidade chegaram no século XVII, os pesquisadores estão esperançosos que peças ainda mais antigas possam ter sido guardadas pelos antepassados dos ratos atuais.
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