Um terço das crianças e adolescentes brasileiros entre 0 e 19 anos vive com excesso de peso. O dado é do Panorama da Obesidade em Crianças e Adolescentes e representa um avanço expressivo em relação a 2015, quando esse índice era de 29,6%. Diante do cenário, é preciso reforçar a importância de hábitos saudáveis e do acompanhamento precoce para evitar complicações que podem acompanhar a criança por toda a vida.
O alerta também aparece no Atlas Mundial da Obesidade 2026, publicado pela Federação Mundial de Obesidade. Segundo o levantamento, mais de 180 países registraram aumento nos índices de sobrepeso e obesidade entre crianças e adolescentes de 5 a 19 anos desde 2010. A projeção é de que ao menos 120 milhões de jovens apresentem sinais precoces de doenças crônicas até 2040.
A endocrinologista e consultora médica do Sabin Diagnóstico e Saúde, Isabella Oliveira, explica que a identificação do risco começa ainda nas consultas de rotina, por meio da avaliação do IMC (índice de massa corporal), calculado a partir da relação entre peso e altura.
"Para crianças e adolescentes, utilizamos gráficos de IMC por idade e sexo, que permitem comparar o crescimento de cada paciente com parâmetros adequados para a faixa etária", afirma.
Segundo a especialista, exames laboratoriais podem ser indicados mesmo antes de a obesidade se instalar. A proposta é ampliar a avaliação clínica e permitir intervenções mais rápidas para evitar a progressão do quadro.
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