Um mar de cânticos, com homens quase nus se acotovelando, um verdadeiro empurra-empurra em direção ao santuário.
As mulheres aqui reunidas sabem que estão fazendo história. Ocupar espaços tradicionalmente dominados por homens é difícil em qualquer lugar, mas no Japão — que no ano passado ficou em 125º lugar entre 146 países no índice de disparidade de gênero do Fórum Econômico Mundial — é particularmente complicado.
A ideia de participar de fato do festival — no qual os homens tentam afastar os maus espíritos, antes de orar pela felicidade no santuário — parece nunca ter surgido antes.
De acordo com Naruhito Tsunoda, nunca houve uma proibição real. É que ninguém havia perguntado antes.
E quando perguntaram, a resposta foi simples.
"Acredito que o mais importante é que haja um festival divertido para todos. Acho que Deus ficaria muito feliz com isso também", disse ele à agência de notícias Reuters.
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