quinta, 23 de abril de 2026
07/09/2025   15:00h - Cinema

O Testamento de Ann Lee: Amanda Seyfried brilha como líder religiosa

Logo nos primeiros 25 minutos da exibição para a imprensa de O Testamento de Ann Lee, no Festival de Toronto, o filme foi interrompido em um dos seus momentos mais impactantes de cantoria e dança. A tela preta e o silêncio confundiram os jornalistas que não sabiam se aquilo era uma falha na projeção ou mais uma decisão peculiar da diretora Mona Fastvold. O silêncio logo virou aplauso, numa clara brincadeira com o encerramento precipitado do filme. Poucos foram os celulares que se acenderam na escuridão. Estariam todos ainda meio incrédulos com o que havia sido exibido até então?

Apontado como o possível O Brutalista da temporada, as comparações com o filme indicado ao último Oscar se dão pelo trabalho da diretora como co-roteirista ao lado de seu marido Brady Corbet, no filme de 2024, e o envolvimento dele como produtor de Ann Lee. As duas produções também compartilham o trabalho de William Rexer, como diretor de fotografia, e o premiado Daniel Blumberg, na trilha sonora. As similaridades vão ficando por aí, já que além de ambos terem um visual luxuoso e recriação de época impecável, O Testamento de Ann Lee abraça uma abordagem mais surreal do que o épico de Corbet.

Amanda Seyfried vive Ann Lee, a fundadora dos Shakers, que acreditam que ela seja a segunda vinda de Cristo para a Terra, agora em uma forma feminina. O movimento é uma dissidência dos Quakers e prega uma sociedade mais rígida, o celibato e os rituais de dança que dão o nome ao grupo. O filme acompanha Ann desde a infância, suas visões, o início na fé e os questionamentos aos religiosos na Inglaterra e seu relacionamento com o irmão, William (Lewis Pullman). 

Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.