Uma nova modalidade de fraude tecnológica em postos de combustíveis tem colocado motoristas e autoridades em alerta no Brasil. O esquema, conhecido como "botão secreto", utiliza chips eletrônicos e válvulas subterrâneas instaladas através de obras de engenharia clandestinas para manipular as bombas. O sistema é acionado remotamente, permitindo que os fraudadores entreguem menos combustível do que o indicado no visor ou alterem a composição do produto sem levantar suspeitas imediatas.
A sofisticação do golpe dificulta a fiscalização, já que os dispositivos podem ser desligados instantaneamente via controle remoto durante inspeções da ANP ou da polícia. Como resultado, o consumidor paga pelo valor total, mas recebe uma quantidade inferior, além de correr o risco de sofrer danos mecânicos no veículo e aumento no consumo. Especialistas recomendam atenção a preços excessivamente baixos e ao desempenho do motor após o abastecimento.
Para combater o problema, a ANP determinou a obrigatoriedade de bombas com tecnologia antifraude, que possuem softwares protegidos e sistemas selados contra interferências externas. No entanto, a implementação total dessa medida só deve ocorrer em 2029. Até lá, a recomendação é que os motoristas priorizem postos de confiança, verifiquem os lacres das bombas e denunciem qualquer irregularidade aos órgãos de proteção ao consumidor.
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