Em 1989, no auge da fama do Guns N’ Roses, uma noite em Los Angeles quase marcou o fim da banda. Durante um show no Memorial Coliseum, o vocalista Axl Rose, irritado com os problemas de drogas entre os integrantes, fez um ultimato em pleno palco. “A menos que certas pessoas nesta banda comecem a se recompor, estes serão os últimos shows do Guns N’ Roses que você verá”, declarou, antes de insinuar que os músicos estavam “dançando com o Sr. Brownstone” - referência à música que fala sobre o uso de heroína.
O recado era claro: Axl mirava especialmente em Slash e no baterista Steven Adler, que seria demitido no ano seguinte por causa da dependência química. No dia seguinte, o vocalista tentou se retratar, dizendo ao Los Angeles Times que sua intenção era apenas evitar tragédias: “Eu só não queria ver meus amigos indo embora”, afirmou, preocupado com o risco de overdose entre os colegas.
Mesmo assim, o episódio deixou marcas. Slash admitiu anos depois, em entrevista ao documentário Behind the Music (VH1), que jamais perdoou Axl por expor a banda publicamente. “Eu sei que foi direcionado a mim, e isso me fez odiá-lo mais do que qualquer outra coisa”, contou. Apesar da turbulência, os dois fizeram as pazes e desde 2016 voltaram a dividir o palco.
O Guns N’ Roses, inclusive, encerrou recentemente uma turnê pelo Brasil e retorna em abril de 2026 como headliner do Monsters of Rock, em São Paulo.
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