Uma nova simulação hidrodinâmica de alta resolução desenvolvida pelo projeto SMUGGLE-Ring demonstrou como aglomerados e discos estelares nucleares em galáxias espirais se formam e evoluem de maneira conectada. Conduzido por pesquisadores do Instituto Leibniz de Astrofísica de Potsdam, o modelo acompanhou quatro bilhões de anos de uma galáxia semelhante à Via Láctea, revelando que a barra estelar atua como motor ao transportar gás para a região central e abastecer a criação de novas estrelas em ambas as estruturas.
Além de mapear o crescimento dos núcleos galácticos, a pesquisa explicou por que estudos observacionais anteriores não encontravam uma relação direta entre a massa e o tamanho dessas formações. O modelo mostrou que aglomerados e discos alteram suas proporções em ritmos diferentes ao longo dos bilhões de anos, fazendo com que galáxias analisadas em estágios distintos pareçam ter origens desacopladas, apesar de compartilharem o mesmo reservatório de gás.
A simulação também inovou ao incluir a dinâmica da matéria escura de forma realista e retratar a fusão de um aglomerado massivo, de cerca de 30 milhões de massas solares, com o núcleo galáctico central. Esse evento de migração modificou rapidamente o tamanho e a massa do aglomerado nuclear, oferecendo novas pistas sobre como esses processos impactam a evolução dos buracos negros supermassivos localizados nos centros das galáxias.
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