Com 15 centímetros de altura e 700 gramas de vidro e prata, o Cálice de Licurgo, segundo o British Museum, foi posse da família Rothschild desde meados do século XIX, sendo adquirido pelo museu em 1958.Não só a arte em alto-relevo e o fato de estar inteiro que impressiona, mas este é o único exemplar completo de vidro romano que apresenta dicroísmo, ou seja, o material possui duas cores: verde ao refletir e vermelho ao transmitir!
A partir dos anos 1950 o Cálice de Licurgo começou atrair a atenção da comunidade científica. Na década de 1960 fora levantada a hipótese de que o efeito produzido pelo cálice poderia ser explicado por dispersões coloidais metálicas no vidro.
Essa hipótese só viria a ser confirmada em 1990 por David J. Barber e Ian C. Freestone que publicavam um estudo onde analisaram fragmentos de vidro do cálice por microscopia eletrônica de transmissão (TEM, em inglês) e espectroscopia de raios X por dispersão de energia (EDX).
Por TEM, os autores foram capazes de identificar materiais nanométricos dispersos na matriz vítrea com comprimentos entre 50 e 100 nanômetros.
A caracterização dos elementos presentes nas partículas foi realizada por EDX, uma técnica derivada da espectroscopia de fluorescência por raios X. Os resultados indicavam que as nanopartículas eram principalmente de ouro e prata, tanto na forma de liga quanto puras.
Freestone e colaboradores (2007) relatam evidências de que apesar de raro, outros objetos como este poderiam ter existido, segundo cartas do século III.
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