quinta, 23 de abril de 2026
29/12/2025   14:20h - Economia

Novo salário mínimo deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026, aponta Dieese

Previsto para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026 e começar a ser pago em fevereiro, o novo salário mínimo de R$ 1.621 deverá injetar R$ 81,7 bilhões na economia brasileira, segundo estimativa do Dieese. O reajuste nominal de 6,79% impactará diretamente a renda de cerca de 61,9 milhões de pessoas, incluindo aposentados, pensionistas do INSS, trabalhadores formais, autônomos, empregados domésticos e até empregadores, estimulando consumo e arrecadação mesmo em um cenário de maior restrição fiscal.

        

Por outro lado, o aumento do piso nacional traz efeitos relevantes para as contas públicas. O Dieese estima um acréscimo de R$ 39,1 bilhões nas despesas da Previdência Social em 2026, já que mais de 70% dos beneficiários recebem valores vinculados ao salário mínimo. Cada R$ 1 de reajuste gera um custo adicional de aproximadamente R$ 380,5 milhões ao governo, o que impõe o desafio de conciliar o ganho de renda da população com o controle das despesas obrigatórias e o cumprimento das metas fiscais.


O cálculo do novo valor segue a política permanente de valorização do salário mínimo, que considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento do PIB de dois anos antes. Para 2026, a inflação de 4,18% foi aplicada integralmente, enquanto o crescimento do PIB, de 3,4%, foi limitado a 2,5% pelo novo arcabouço fiscal. A combinação desses fatores resultou em um aumento nominal de R$ 103, elevando o piso salarial para R$ 1.621.

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