A Declaração de Mamirauá foi lançada como um compromisso internacional para proteger a biodiversidade e o patrimônio cultural da Amazônia, reunindo 30 organizações de diferentes países. O acordo foi firmado durante uma cúpula internacional e teve como principais articuladores o Instituto Mamirauá, a Universidade Politécnica da Catalunha e a Fundação XPRIZE, com o objetivo de fortalecer ações de monitoramento e conservação da floresta amazônica.
Segundo o diretor técnico-científico do Instituto Mamirauá, Emiliano Ramalho, a declaração propõe “medir o pulso da floresta”, indo além da observação por imagens aéreas. A iniciativa busca integrar governos, ONGs, povos indígenas, comunidades locais e o setor privado em uma estrutura unificada, capaz de reunir projetos de monitoramento de longo prazo que hoje atuam de forma dispersa, além de ampliar a capacitação nos países da Bacia Amazônica.
Um dos pilares da declaração é a participação ativa de povos indígenas e comunidades locais na coleta e análise de dados ambientais, promovendo a descentralização do conhecimento científico. A proposta se apoia em experiências anteriores, como um projeto transfronteiriço realizado no Brasil, Peru e Bolívia, que utilizou sensores para monitorar a biodiversidade. Essa iniciativa integrou o The Providence Project, finalista da XPRIZE Rainforest Competition, concurso internacional encerrado no ano passado que premiou tecnologias inovadoras para o monitoramento de florestas tropicais.
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