O governo da Nova Zelândia anunciou um investimento histórico de US$ 7 bilhões em sua infraestrutura de defesa para os próximos dez anos. A medida é uma resposta direta à crescente expansão militar da China na região do Indo-Pacífico e visa modernizar as Forças Armadas neozelandesas. O plano estratégico foca na substituição da frota naval, aquisição de navios de patrulha de alta autonomia e no fortalecimento da vigilância em rotas comerciais e no Oceano Antártico.
Além do reforço em hardware militar, o pacote financeiro prioriza a cibersegurança e a inteligência, com o objetivo de proteger infraestruturas críticas contra espionagem industrial e ataques cibernéticos de atores estatais. A ministra da Defesa, Judith Collins, destacou que o país não pode ignorar a mudança no equilíbrio de poder no Pacífico Sul. O anúncio ocorre em um momento de tensão, no qual nações da Oceania buscam novos acordos de segurança, o que é visto por Wellington como uma ameaça à estabilidade regional.
Embora mantenha sua política de nação livre de armas nucleares, a Nova Zelândia sinalizou forte interesse em aderir ao “Pilar 2” do pacto AUKUS. Com esse movimento, o país reafirma sua cooperação com aliados tradicionais para garantir a liberdade de navegação e a segurança coletiva diante das novas dinâmicas geopolíticas globais.
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