O Exército de Israel lançou nesse domingo (19) uma nova ofensiva na Faixa de Gaza, após acusar o Hamas de atacar tropas israelenses em uma área de recuo prevista no acordo de cessar-fogo, mediado pelo presidente americano Donald Trump e aliados. A retomada da violência ameaça implodir a trégua firmada há apenas nove dias, que buscava pavimentar o caminho para uma paz duradoura entre israelenses e palestinos.
Segundo comunicado militar, “terroristas lançaram um míssil antitanque e abriram fogo contra tropas israelenses” na região de Rafah, no sul de Gaza. Em resposta, as Forças de Defesa de Israel bombardearam túneis e instalações militares do grupo. O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu classificou a ação do Hamas como “violação flagrante” do cessar-fogo e ordenou ataques “firmes e imediatos” a alvos considerados terroristas. Já o Hamas negou responsabilidade e acusou Israel de romper o acordo “de forma repetida e deliberada”.
A nova escalada ocorre em meio a impasses sobre a devolução de corpos de reféns israelenses e ao fechamento da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito bloqueada desde maio. Enquanto isso, o Hamas afirma que continua comprometido com o cessar-fogo, mas denuncia mais de 40 violações israelenses desde o início da trégua. O episódio reacende temores de uma nova onda de ataques e põe em xeque o plano de paz proposto por Trump, ainda distante de solucionar questões centrais como o desarmamento do Hamas e o futuro político da Faixa de Gaza.
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