Cientistas da Queen Mary University of London desenvolveram uma lente adaptativa à base de grafeno capaz de mudar a distância focal eletronicamente, eliminando a necessidade de motores ou engrenagens. O sistema utiliza eletrodos transparentes de óxido de grafeno reduzido combinados a polímeros que funcionam como "músculos artificiais", alterando a curvatura da lente ao receberem um pequeno campo elétrico, de forma semelhante ao olho humano.
A principal inovação do projeto é o uso de eletrodos totalmente transparentes na área de passagem da luz, superando um obstáculo antigo desse tipo de tecnologia, que exigia componentes opacos e volumosos nas bordas. Ao posicionar a estrutura diretamente sobre a área óptica, os pesquisadores conseguiram criar um mecanismo mais simples, leve e compacto, sem comprometer a entrada de iluminação.
Embora ainda esteja em fase experimental, a tecnologia tem potencial para baratear e miniaturizar diversos dispositivos, incluindo câmeras com foco automático, óculos de realidade virtual ou aumentada e equipamentos médicos de imagem. Os próximos passos da pesquisa envolvem aprimorar a transparência do material e otimizar seu desempenho antes de viabilizar a produção comercial.
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