A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) divulgou, ontem (6), uma nova diretriz que estabelece parâmetros atualizados para o uso de canetas emagrecedoras no tratamento da obesidade. O documento chega em um momento de alta demanda por fármacos de nova geração e busca oferecer mais segurança e precisão na prescrição médica.
Diferente de recomendações anteriores, a nova diretriz foca em uma abordagem multifatorial, reforçando que o tratamento medicamentoso deve ser uma ferramenta complementar às mudanças de estilo de vida, e não uma solução isolada.
As recomendações definem critérios rigorosos para que um paciente receba a indicação de tratamento farmacológico. A avaliação deixa de olhar apenas para o peso na balança e passa a considerar o histórico de saúde completo do indivíduo. O Índice de Massa Corporal (IMC) continua sendo uma régua importante, mas agora é analisado em conjunto com a composição corporal. Outro fator é a presença de doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão e apneia do sono, torna-se fator determinante para o início da medicação.
Com a popularização de medicamentos como os análogos de GLP-1, a Abeso destaca a importância de evitar a automedicação. A entidade reforça que o uso desses compostos sem acompanhamento pode mascarar problemas de saúde e gerar efeitos colaterais graves.
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