O Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina assinou um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) com uma família de Florianópolis acusada de manter uma empregada doméstica etíope em condições análogas à escravidão. Sem falar português, a mulher, de 34 anos, fugiu da casa em um condomínio e usou aplicativos de tradução no celular para conseguir pedir ajuda.
Os nomes dos suspeitos e o da vítima não foram divulgados. A fuga aconteceu em maio, mas foi divulgada apenas nesta semana, momento da assinatura do TAC. O documento encerra uma força-tarefa realizada com o apoio de fiscais da auditoria do trabalho na cidade.
A trabalhadora fugiu durante a noite, levando apenas o celular e a roupa que vestia. Ao pedir ajuda, ela contou que era submetida a jornadas diárias de até 15 horas de trabalho, passava por violência psicológica, e tinha a liberdade restrita. Segundo a mulher, os documentos dela foram retidos pelos patrões.
De acordo com a fiscalização, ela foi contratada em Dubai por meio de uma agência e trazida ao Brasil pelo casal, formado por um homem brasileiro e uma mulher árabe, sem visto regular de trabalho.
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