O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o deputado estadual Bruno Engler (PL-MG) viraram réus na Justiça Eleitoral de Minas Gerais sob acusação de disseminar informações falsas contra o então prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), durante o segundo turno das eleições municipais de 2024. A denúncia do Ministério Público Eleitoral aponta que ambos participaram de uma campanha orquestrada de desinformação para influenciar o pleito. Se condenados, os parlamentares podem se tornar inelegíveis, ter os direitos políticos suspensos e ainda pagar indenização por danos morais coletivos.
A ação também inclui a deputada estadual Delegada Sheila (PL) e a ex-candidata a vice-prefeita Coronel Cláudia (PL), da chapa de Engler. Segundo a Promotoria, o grupo teria distorcido trechos do livro “Cobiça”, de autoria de Fuad Noman, para sugerir falsamente que o então prefeito apoiava crimes contra crianças. Além disso, acusaram Fuad de promover acesso de menores a conteúdo sexual em evento cultural acusações que já haviam sido classificadas como ilegais pela Justiça Eleitoral durante a campanha.
Nikolas Ferreira, segundo o Ministério Público, teve papel central na divulgação das fake news, usando suas redes sociais para impulsionar as publicações, mesmo após ordens judiciais determinarem a remoção do conteúdo. Fuad Noman venceu as eleições em 2024, mas faleceu em março de 2025, aos 77 anos. A decisão que tornou os parlamentares réus foi assinada na última sexta-feira (25) pelo juiz Marcos Antônio da Silva, da 29ª Zona Eleitoral. Até o momento, os acusados não se pronunciaram.
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