Encontrar uma lagosta azul é um acontecimento digno de manchete: a chance é de uma em dois milhões. Foi exatamente isso que aconteceu com o pescador Brad Myslinski, em Salem, Massachusetts. Ao puxar suas armadilhas, ele se deparou com um exemplar único, de coloração azul-elétrica, que chamou a atenção imediata. Batizada de Netuno, em homenagem ao deus romano do mar, a lagosta foi doada ao Centro de Ciências Marinhas da Universidade Northeastern, onde agora vive como atração educativa.
A coloração incomum de Netuno é resultado de uma mutação genética que altera a pigmentação natural da espécie. Normalmente, lagostas apresentam tons marrons e manchados, perfeitos para camuflagem. Mas, com alterações como essa, surgem indivíduos amarelos, albinos ou até com aparência de "algodão-doce". Embora especial pela cor, Netuno mantém hábitos típicos: gosta de se esconder sob pedras e se deliciar com mexilhões.
Hoje, ele vive em um tanque de toque ao lado de ouriços, peixes e caranguejos, com direito até a uma cabana para se refugiar. Além de encantar visitantes, Netuno cumpre um papel essencial: inspirar curiosidade científica e reforçar a importância da biodiversidade marinha. Se tudo correr bem, terá uma vida longa afinal, lagostas podem chegar perto dos 100 anos quando não acabam no prato. Uma segunda lagosta azul também foi encontrada recentemente em Massachusetts, reforçando a sensação de que a natureza, às vezes, gosta de surpreender.
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